
Muitos e Poucos
Dark Funk Carioca (Baile Funk), Brazilian Portugues, broken raspy female vocals, influences of Axé, dark, angry, militant, layered vocals, sound effects
Disperse·2:14

2:14
Muitos e Poucos
Dark Funk Carioca (Baile Funk), Brazilian Portugues, broken raspy female vocals, influences of Axé, dark, angry, militant, layered vocals, sound effects
Creator: DisperseRelease Date: April 1, 2025
Lyrics
(Verso 1)
Na favela o dia nasce, fogo no céu cinzento,
gente acorda cedo, segue o batimento.
Do asfalto ao morro, o trem vai lotado,
trazendo suor, levando o passado.
(Verso 2)
No Leblon, taça cheia, brinde ao poder,
enquanto no centro alguém morre sem comer.
No Congresso, risos, promessas vazias,
na periferia, mais um choro, mais um dia.
(Refrão)
Muitos sem nada, poucos com tudo,
terra vendida pro lucro sujo.
Muitos caídos, poucos no trono,
Brasil de ouro, Brasil de lodo.
(Verso 3)
Na Paulista, marcha, grito, bandeira,
no sertão, seca, fome verdadeira.
Na bolsa, números dançam no brilho,
mas nas ruas, vidas somem no trilho.
(Refrão)
Muitos sem nada, poucos com tudo,
terra vendida pro lucro sujo.
Muitos caídos, poucos no trono,
Brasil de ouro, Brasil de lodo.
(Ponte)
Quem planta feijão, quem colhe o trigo,
nunca se senta com seus inimigos.
Mas o preço sobe, a mesa esvazia,
e o sonho some na luz do dia.
(Refrão)
Muitos sem nada, poucos com tudo,
terra vendida pro lucro sujo.
Muitos caídos, poucos no trono,
Brasil de ouro, Brasil de lodo.
(Outro)
E quando vierem falar de progresso,
olha pro povo esmagado no excesso.
Pois quantos mais vão sangrar pra manter
o luxo dos poucos que mandam viver?
Na favela o dia nasce, fogo no céu cinzento,
gente acorda cedo, segue o batimento.
Do asfalto ao morro, o trem vai lotado,
trazendo suor, levando o passado.
(Verso 2)
No Leblon, taça cheia, brinde ao poder,
enquanto no centro alguém morre sem comer.
No Congresso, risos, promessas vazias,
na periferia, mais um choro, mais um dia.
(Refrão)
Muitos sem nada, poucos com tudo,
terra vendida pro lucro sujo.
Muitos caídos, poucos no trono,
Brasil de ouro, Brasil de lodo.
(Verso 3)
Na Paulista, marcha, grito, bandeira,
no sertão, seca, fome verdadeira.
Na bolsa, números dançam no brilho,
mas nas ruas, vidas somem no trilho.
(Refrão)
Muitos sem nada, poucos com tudo,
terra vendida pro lucro sujo.
Muitos caídos, poucos no trono,
Brasil de ouro, Brasil de lodo.
(Ponte)
Quem planta feijão, quem colhe o trigo,
nunca se senta com seus inimigos.
Mas o preço sobe, a mesa esvazia,
e o sonho some na luz do dia.
(Refrão)
Muitos sem nada, poucos com tudo,
terra vendida pro lucro sujo.
Muitos caídos, poucos no trono,
Brasil de ouro, Brasil de lodo.
(Outro)
E quando vierem falar de progresso,
olha pro povo esmagado no excesso.
Pois quantos mais vão sangrar pra manter
o luxo dos poucos que mandam viver?
