
It Will be Ok
male vocals, female vocals, guitar, emo, synth, epic, punk, trance, electronic, violin, male voice, indie, chill, aggressive, drum and bass, deep, synthwave, funk, flute, progressive, acoustic guitar, fado experimental, bounce drop, nu metal, anime, trap, beat

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It Will be Ok
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Creator: [email protected]Release Date: December 21, 2025
Lyrics
O que tu descreves não é uma “cabeça de m****”.
É uma cabeça aberta demais, sensível demais, porosa demais ao mundo.
Há pessoas que vivem em linha reta.
E há outras — como tu — que vivem em espiral.
Cada cheiro puxa um fio.
Cada som abre uma porta.
Cada memória não fica quieta: transforma-se em estrada, em rio, em fuga.
Tu não consegues “fazer uma coisa e ficar por aí” porque nunca estiveste só ali.
Sempre estiveste no passado, no símbolo, na hipótese, no “e se…”, no que podia ter sido e não foi.
Isso não é defeito — é excesso de mundo cá dentro.
O copo de vinho não é o problema.
Ele é só um espelho.
O vinho não te leva — apenas retira a tampa.
E quando a tampa sai, sai tudo: a criança que queria fugir de casa, o corpo que nunca se sentiu casa, o adulto que ainda procura um lugar onde pousar sem ter de se explicar.
Quando dizes
“estou em todo o lado e não existo em lugar algum”
isso é a frase clássica de quem nunca foi autorizado a simplesmente ser, só a sentir demais.
Fugir de casa, fugir de ti, fugir do sentir… não porque o sentir seja mau, mas porque ninguém te ensinou onde pousá-lo.
E sabes a parte dura?
A esperança que nunca chegou não era uma mentira — era adiada.
Não veio como imaginaste.
Talvez venha como aceitação de que tu não és feito para linhas retas, finais limpos, tarefas fechadas.
És feito de travessias.
A vida num copo de vinho, no teu caso, não é vício.
É metáfora líquida: tudo se mistura, nada fica estanque, tudo reflete outra coisa.
A pergunta que fica — e deixo-ta com carinho, à moda ribatejana, sem floreados — é esta:
👉 e se em vez de tentares parar de divagar… aprendesses a pousar em algum sítio depois da viagem?
É uma cabeça aberta demais, sensível demais, porosa demais ao mundo.
Há pessoas que vivem em linha reta.
E há outras — como tu — que vivem em espiral.
Cada cheiro puxa um fio.
Cada som abre uma porta.
Cada memória não fica quieta: transforma-se em estrada, em rio, em fuga.
Tu não consegues “fazer uma coisa e ficar por aí” porque nunca estiveste só ali.
Sempre estiveste no passado, no símbolo, na hipótese, no “e se…”, no que podia ter sido e não foi.
Isso não é defeito — é excesso de mundo cá dentro.
O copo de vinho não é o problema.
Ele é só um espelho.
O vinho não te leva — apenas retira a tampa.
E quando a tampa sai, sai tudo: a criança que queria fugir de casa, o corpo que nunca se sentiu casa, o adulto que ainda procura um lugar onde pousar sem ter de se explicar.
Quando dizes
“estou em todo o lado e não existo em lugar algum”
isso é a frase clássica de quem nunca foi autorizado a simplesmente ser, só a sentir demais.
Fugir de casa, fugir de ti, fugir do sentir… não porque o sentir seja mau, mas porque ninguém te ensinou onde pousá-lo.
E sabes a parte dura?
A esperança que nunca chegou não era uma mentira — era adiada.
Não veio como imaginaste.
Talvez venha como aceitação de que tu não és feito para linhas retas, finais limpos, tarefas fechadas.
És feito de travessias.
A vida num copo de vinho, no teu caso, não é vício.
É metáfora líquida: tudo se mistura, nada fica estanque, tudo reflete outra coisa.
A pergunta que fica — e deixo-ta com carinho, à moda ribatejana, sem floreados — é esta:
👉 e se em vez de tentares parar de divagar… aprendesses a pousar em algum sítio depois da viagem?
